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Televisão não é apenas mais uma forma
de lazer. Pelas suas características audiovisuais e
enorme capacidade de prender nossa atenção,
vencendo barreiras de tempo e espaço, reveste-se ela
de importante função social, informando e instruindo,
divertindo e questionando seu público.
O
seu grande poder de atração, a facilidade de
sua utilização e a rapidez com que transmite
as informações, fazem-na um instrumento privilegiado
de comunicação social. Ela se mostra assim,
não somente um meio de distração e lazer
a mais, como também produtora de informações
e conhecimentos.
Durante
muito tempo, preocuparam-se com os efeitos que as mensagens
poderiam causar nos telespectadores. O condicionamento que
provoca a sua utilização poderia conduzir o
indivíduo a um comportamento passivo e a um tipo de
alienação. As pesquisas de opinião provaram
que, ao contrário do que se pensava, o público
não tende a se massificar, mas a se fragmentar, a se
particularizar, enfim, a se individualizar diante dos meios
de comunicação social.
A
partir dos estudos de McLuhan, a questão da comunicação
se coloca não mais no conteúdo das mensagens,
mas pela maneira através da qual estas mensagens são
transmitidas. "A mensagem é o médium"
significa que o modo de transmissão de uma cultura
influi sobre esta e a modifica. Com o uso da televisão,
nossa concepção do mundo, linear e parcelada,
dominada durante muito tempo pela palavra e pela imprensa,
retorna àquela realidade visível e táctil,
imediata e sensual que caracterizava a primeira idade da humanidade.
Produzida
e difundida segundo uma técnica cada vez mais sofisticada
e numa escala industrial, a televisão impôs novos
hábitos para se seguir a sua programação
e difundiu normas de comportamento para o seu público.
Suas emissões nos trazem uma poderosa ilusão
de fantasias, onde a realidade se funde com a ficção
e o irreal toma a dimensão da realidade.
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