Televisão
A
TV DE CUNHO
EDUCATIVO
|
|
As TV Educativa e Cultura talvez apareçam
então, nesse cenário, como uma alternativa para
a tal banalização que estão apregoando
a televisão nos dias de hoje. Sua programação
é feita com extremo cuidado e supervisionada pelos
mais conceituados profissionais da área de educação,
tanto que todos os seus programas e eventos atingem, culturalmente,
a todos os níveis possíveis, agradando todos
que de certa forma buscam uma programação alternativa,
educativa e muito rica em conhecimento. Até nos comerciais
ela sai na frente das outras, pois por ser bancada pelo governo,
seus comerciais são todos institucionais, e o telespectador
está "livre" da parafernalha consumista que
lhe é bombardeada diariamente em outros canais. O público
desses canais é relativamente pequeno, comparados a
gigantes como Globo, SBT, Bandeirantes e Record, por exemplo.
Mas é um público absolutamente seleto e fiel.
Todos que estão sintonizados naquele determinado momento
são pessoas interessadas e realmente ligadas no que
está passando, e que estão aproveitando o máximo
do que está lhe sendo exibido. São pouquíssimos
os "zapeadores de plantão" que porventura
pararam por ali por não terem outra opção.
Canais com fins educativos como esses, principalmente num
país extremamente carente de cultura e que tem a educação
no patamar dos seus problemas vitais mais agudos, merecem
todo o incentivo e apoio. Não seríamos arrogantes
a ponto de criticar esses canais, mas, a ressalva que fazemos
aqui é contra aqueles que defendem uma TV totalmente
educativa, e querem o fim dos tais programas banais e populares.
Essas pessoas, por mais que critiquem, acabam dando uma importância
sobre-humana a televisão, importância essa muito
maior do que ela realmente merece. Esquecem essas pessoas
que a televisão tem, e para isso foi inventada, fins
de entretenimento. Não há como negar que com
o passar dos anos ela foi ganhando uma importância e
um papel social muito maior do que quaisquer outros meio de
comunicação de massa. Pelo seu conjunto de recursos
(visual e auditivo) e pela facilidade de penetração
(preço, baixo consumo de energia elétrica, variedade
de canais) ela agregou valor e hoje é motivo de amplas
discussões e variados debates. Talvez o que tenha se
perdido com o passar dos anos foi a sua real finalidade, que
é o entretenimento. Se a TV é o centro das atenções
na casa ou se você passa mais tempo com ela do que com
sua esposa, seus filhos e amigos, e ainda se ela substituiu
o cinema, a música, a caminhada, o passeio e o jantar
fora nas suas atividades de lazer, então alguma coisa
está muito errada. Reveja sua escala de valores, faça
uma auto-crítica, e veja se a televisão é
realmente a culpada ou se fomos nós que nos tornamos
refém dessa caixa inanimada que só emite opiniões
se estiver ligada.
|