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Considera-se
marketing de interrupção, todo tipo de publicidade
que destina-se a desviar nossa atenção de qualquer
coisa, a qualquer custo. Seja durante o nosso programa de
TV preferido, quando repentinamente, no clímax de uma
cena, somos acometidos pelas propagandas que não acabam
nunca. Seja pelo telemarketing, que muitas vezes nos tira
do sossego de nossa vida com aqueles telefonemas onde você
é praticamente forçado a entregar seus dados,
simplesmente para satisfazer a vontade das telefonistas insistentes
e se ver livre, o quanto antes, daquela chatice.
Estas
táticas de marketing vem se desgastando ao longo do
tempo. Hoje, as empresas já se conscientizaram de que
a intromissão desagrada e muito aos seus consumidores.
Como
nenhuma empresa sobrevive sem propaganda, profissionais de
marketing têm sido desafiados a cada dia, a buscarem
novas alternativas seguras e viáveis aos seus clientes.
Marketing
de Interrupção
A abordagem tradicional para atrair a atenção
do consumidor
Para
que um comercial funcione, é necessário que
este, de algum modo, interrompa nossa cadeia de pensamentos,
plantando algum tipo de semente, em nosso consciente ou inconsciente.
Uma vez interrompendo nossos pensamentos e direcionando nossa
atenção ao comercial, o segundo passo é
levar-nos a praticar alguma ação. Se o comercial
prendeu nossa atenção, mas não nos levou
a praticar a ação desejada pelos anunciantes,
a publicidade fracassa. No entanto, como o mercado da publicidade
está cada vez mais congestionado, fica cada vez mais
difícil interromper o consumidor. O engraçado
é que os profissionais de marketing têm reagido
a esse problema da pior maneira possível. Para lidar
com este congestionamento todo e com a reduzida eficácia
do Marketing de Interrupção, eles estão
interrompendo ainda mais!
Nos
últimos 30 anos, os anunciantes têm aumentado
de modo espantoso seus gastos com publicidade. Sempre buscando
técnicas novas para interromper ainda mais o seu dia.
Além
deste congestionamento do mercado publicitário, os
profissionais têm se deparado com outro problema. Os
consumidores já não se preocupam tanto quanto
antes com a qualidade dos produtos pois estes estão
a cada dia mais resistentes e duradouros. Muitas vezes o consumidor
se acostuma com uma marca que supre suas necessidades e a
adota como companheira fiel. No entanto, isso não impede
que nosso hábitos sejam alterados por uma nova marca
que surja no mercado. É por este motivo e pelos incríveis
lucros que uma nova marca pode proporcionar, que os profissionais
de marketing não se cansam de se intrometer na vida
dos consumidores, sufocando-os com todos os tipos e táticas
de propaganda imagináveis.
Como
manter vivo o marketing de massa
A
grande fragmentação das mídias é
uma realidade. As revistas estão direcionando cada
vez mais seus conteúdos aos diferentes públicos
e assuntos. Assim também os jornais, as rádios
e a televisão. Esta fragmentação, aos
poucos vem causando a morte das mídias de massa. Para
o profissional de Marketing deve estar claro então,
que não existe mais a possibilidade de se atingir porcentagens
significativas da população com um único
veículo de comunicação.
De
que forma os profissionais de Marketing estão lidando
com esta situação?
Estão adotando praticamente quatro táticas
para manter vivo o marketing de massa:
- Estão
gastando mais em lugares pouco convencionais. Não
apenas em anúncios tradicionais de TV, mas em uma
grande variedade de meios de comunicação interessantes
e pouco conhecidos.
- Fazendo
anúncios publicitários cada vez mais controversos
e divertidos. É o entretenimento tomando conta dos
anúncios. Um efeito colateral desse entretenimento
é que ele dá ao profissional de marketing
cada vez menos tempo para de fato fazer marketing.
- Estão
também utilizando cada vez mais comerciais de apenas
15 segundos de duração. Destes 15, de 10 a
12 segundos são dedicados a atrair a atenção
do consumidor e apenas os poucos segundos restantes são
usados para a logomarca, o benefício e à chamada
a ação.
- Mudam
as campanhas publicitárias com maior freqüência
para que elas continuem "interessantes e atuais".
Estão abandonando a publicidade e substituindo-a
por mala direta e promoções. Os profissionais
de marketing agora alocam 52% da verba anual destinada a
publicidade para mala direta e promoções,
um aumento significativo em relação aos últimos
anos.
Os
profissionais do Marketing de Interrupção
em um beco sem saída
Os
problemas com que ele se depara são:
-
Os seres humanos têm uma quantidade finita de atenção.
- Os
seres humanos têm uma quantidade finita de dinheiro.
- Quanto
maior o número de produtos oferecidos, menos dinheiro
há para circular.
- Para
conseguir captar mais atenção e mais dinheiro,
os profissionais do marketing de interrupção
precisam aumentar os gastos.
- O
aumento na exposição ao marketing custa muito
dinheiro.
- Gastar
cada vez mais para conseguir retornos maiores leva a um
congestionamento publicitário ainda maior do que
o já existente.
- O
beco sem saída: quanto mais eles gastam, menos o
marketing funciona. Quando menos ele funciona, mais eles
gasta.
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