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Um
fenômeno que preocupa
A
graduação em Publicidade e Propaganda atrai
milhares de jovens em todo o País e aqui no nosso estado
(Santa Catarina) esta realidade não é diferente.
O pretenso "glamour" que essa profissão tem
como característica principal, faz com que mesmo aqueles
que não tem nenhuma afinidade com o curso e com a futura
profissão, queiram exercê-la. O número
sempre muito grande de candidatos por vaga também acaba
funcionando como um eficiente chamariz. E faz com
que o índice de desistência no curso (dependendo
da grade curricular), no segundo, terceiro e quarto semestre
seja assustador, em algumas instituições chegando
perto dos 40%. Um ídice que assusta e muitas vezes
é fruto da desinformação.
A
desinformação sobre o que o profissional da
área pode fazer, quais segmentos pode atuar, em que
mercado poderá exercer sua profissão, são
motivos bem influentes na tomada da decisão mais acertada,
que muitas vezes leva à uma escolha inadequada. Jovens
perdem com isso, dois ou mais anos, até perceberem
que optaram pela graduação errada.
Será
que existe uma fórmula mágica para atenuar este
quase fenômeno?
Acredito
que como profissional, atuando na área há 28
anos, como professora do curso e como aluna que já
fui, um bom começo seria intensificar nas Universidades,
os eventos que apresentam ao vestibulando, orientações
sobre as graduações e sobre quem é o
profissional oriundo de cada uma delas. As reais condições
da área profissional, as promissoras e reais futuras
oportunidades de trabalho, quais são os segmentos de
mercado que irão absorver as atuações
inerentes a esta ou aquela profissão. Na Comunicação
Social, principalmente na habilitação em Publicidade
e Propaganda e também na de Relações
Públicas, é comum encontrarmos situações
e declarações inusitadas, que refletem isso:
"quero ser modelo, por isso escolhi Publicidade",
"quero ser promoter da casa noturna "X""
e tantas outras. É claro, que não vamos generalizar
ao extremo, mas a situação preocupa e muito.
Por isso, se você pretende ser publicitário,
ou relações públicas, informe-se muito
na instituição que pretende estudar e com o
maior número de profissionais que já atuam na
área. Seria muito mais prudente, afinal bom senso nunca
é demais.
Conselho
não se vende, se dá.
Ana
Simões miaccess@uol.com.br
Professora da FURB Universidade Regional de Blumenau
Professora da Univille
Professora do IELUSC Instituto Luterano de Santa Catarina
Mestranda em Engenharia da Produção na UFSC
Publicitária, Jornalista e Relações Públicas
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