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 Fala Professor 

::: Professores :::
:: Ana Simões
:: Luciana Costa

     
       Um fenômeno que preocupa

       A graduação em Publicidade e Propaganda atrai milhares de jovens em todo o País e aqui no nosso estado (Santa Catarina) esta realidade não é diferente. O pretenso "glamour" que essa profissão tem como característica principal, faz com que mesmo aqueles que não tem nenhuma afinidade com o curso e com a futura profissão, queiram exercê-la. O número sempre muito grande de candidatos por vaga também acaba funcionando como um eficiente chamariz. E faz com
que o índice de desistência no curso (dependendo da grade curricular), no segundo, terceiro e quarto semestre seja assustador, em algumas instituições chegando perto dos 40%. Um ídice que assusta e muitas vezes é fruto da desinformação.

       A desinformação sobre o que o profissional da área pode fazer, quais segmentos pode atuar, em que mercado poderá exercer sua profissão, são motivos bem influentes na tomada da decisão mais acertada, que muitas vezes leva à uma escolha inadequada. Jovens perdem com isso, dois ou mais anos, até perceberem que optaram pela graduação errada.

       Será que existe uma fórmula mágica para atenuar este quase fenômeno?

       Acredito que como profissional, atuando na área há 28 anos, como professora do curso e como aluna que já fui, um bom começo seria intensificar nas Universidades, os eventos que apresentam ao vestibulando, orientações sobre as graduações e sobre quem é o profissional oriundo de cada uma delas. As reais condições da área profissional, as promissoras e reais futuras oportunidades de trabalho, quais são os segmentos de mercado que irão absorver as atuações inerentes a esta ou aquela profissão. Na Comunicação Social, principalmente na habilitação em Publicidade e Propaganda e também na de Relações Públicas, é comum encontrarmos situações e declarações inusitadas, que refletem isso: "quero ser modelo, por isso escolhi Publicidade", "quero ser promoter da casa noturna "X"" e tantas outras. É claro, que não vamos generalizar ao extremo, mas a situação preocupa e muito. Por isso, se você pretende ser publicitário, ou relações públicas, informe-se muito na instituição que pretende estudar e com o maior número de profissionais que já atuam na área. Seria muito mais prudente, afinal bom senso nunca é demais.

       Conselho não se vende, se dá.

Ana Simões  miaccess@uol.com.br 

Professora da FURB Universidade Regional de Blumenau
Professora da Univille
Professora do IELUSC Instituto Luterano de Santa Catarina
Mestranda em Engenharia da Produção na UFSC
Publicitária, Jornalista e Relações Públicas

 

 
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