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Metafísica
do Cotidiano
Mais um show do Tio Sam!
É
complicado e ao mesmo tempo repetitivo falar sobre a "guerra"
no Afeganistão. Cada vez que você liga a TV ou
folheia um jornal logo acaba escutando ou lendo algum fato
novo sobre os ataques terroristas nos Estados Unidos e o contra-ataque
americano ao oriente médio. Porém, como você
estava navegando num site de publicidade e casualmente clicou
nessa coluna e eu não sou nenhum expert no assunto,
cabe aqui externar minha opinião e esperar que você
nos mande a sua. Eu particularmente acho isso tudo mais um
grande show dos americanos, e olha que no quesito show eles
são o que há de melhor no mundo.
O que eles estão
fazendo é mais uma forma de mostrar sua força
para o planeta. Mostrar que eles ainda mandam aqui e que quem
não estiver do lado deles vai acabar levando chumbo
também. Senão vejamos: desde o início
do contra-ataque ao Afeganistão (onde se supõe
que esteja o possível responsável por isso)
os americanos justificam seus bombardeios por dois motivos:
Acabar com o terrorismo e derrubar o regime talibã,
que só traz opressão e miséria àquele
país.
Ora, se eles realmente estivessem afim de acabar com o terrorismo
mundial, eles teriam que bombardear não só aquele
rebuscado pedaço de terra no meio do nada, como a Irlanda
- lar do IRA - a Espanha, a Colômbia, o Japão
- onde a última onda agora foi soltar gases no metrô
- o Iraque, etc. Existem terroristas em toda a parte, e meio
mundo teria que levar bala. O outro motivo alegado é
a vontade de derrubar o regime talibã, que administra
o país com extremo fanatismo religioso, opressão
e miséria generalizada. As mulheres tem que andar com
o rosto coberto, não podem trabalhar e não tem
direito a quase nada, por exemplo. Mas será que só
agora é que o "mundo" percebeu isso? O povo
afegão enfrenta isso e muitos outros problemas há
muitos anos, e ninguém nunca moveu uma palha pra ajudá-los.
Aliás, eles não são os únicos
esquecidos pelos americanos e pela ONU. Só no continente
africano podemos citar mais recentemente as guerras civís
na Etiópia e no Sudão e o eterno apartheid na
África do Sul. E eu não me lembro de nenhum
embaixador americano sequer ter dito ou feito algo a esse
respeito. Ou melhor, até fizeram: lembra da música
"we are the world", que virou hit do fantástico?
Aquele bando de artistas, todos abraçados, vestidos
de branco, acabaram até gravando um CD que teve a renda
voltada exclusivamente para amenizar o problema da fome na
Etiópia. Que coisa linda, você vai dizer. O que
ninguém diz é que 90% dos artistas que participaram
disso ou estavam em decadência ou em fim de carreira.
Qual será mesmo que foram seus motivos? É tudo
um grande jogo de interesse.
Porque os EUA não
fazem algo pra acabar com esse conflito desumano entre israelenses
e palestinos? Porque hoje eles não tem nada a ganhar
com isso. No futuro, quando houver um motivo que valha a pena
armar o seu "showzinho" de força e poder,
quem sabe o Tio Sam apareça por aquelas bandas.
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